segunda-feira, 7 de junho de 2010

O capuccino e meu casamento

Depois de dez mil anos sem escrever, tiver uma epifania cuidando de minha filha e achei importante registrar.
Uma das coisas que vem me atormentando é a finitude da paixão em um casamento, principalmente qdo temos filhos. Por tempos, (até dois segundos atrás) mantive a minha atitude de qdo namorávamos, a carente, que precisa de atenção que se deu mto e quer uma recíproca. E esta poderia ser, ele deixar de ir pro futebol por causa de minha manha, fazer cafuné qdo sinto falta da minha mãe etc.
Mas, como estas coisas não acontecem mais espontaneamente, fiquei frustrada, pensei que perdi minha posição para minha filha (no que tange a atenção!). E hoje, depois de um capuccino caseiro, tive um plim! Relembrei o que conversei com minha mãe durante sua estada em minha casa, (e, coitada, soltei minhas paranóias para ela...). Percebi o qto eu estava sendo imediatista, e que a falta de percepção do meu amor de que sua atenção pra mim é essencial, não é o fim do mundo, mas a chance de eu mostrar pra ele o qto o amo, afinal durante mto tempo, ele não existia pra mim, só minha filha.
É complexo saber lidar com os sentimentos depois de um filho num casamento, meu amor por ela só aumenta, mas a forma de me relacionar com meu marido (agora marido mesmo) muda, o tempo todo. Imagino que esta instabilidade na maneira de gerenciar o sentimento seja o melhor, já que somos seres em constante mudança.
Talvez se acreditarmos que conhecemos completamente o outro, ai sim erramos, pois deixamos de perceber como o mundo o tem afetado e interferido constantemente nele.
Bem, enfim, decidi amar e amar, e sempre agir apaixonadamente, dar pra ele o que eu quero. Sim, isso é um jargão, todo mundo fala! Tdas as novelas do Manoel Carlos tb, mas só vale qdo dá o plim! E a vontade de ser assim...
Eu quero ser feliz e vou atrás disso mesmo que tenha que criar a felicidade pra que depois ela ande com suas própiras pernas!

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